A nossa era é marcada por transformações tecnológicas acentuadas, globalização e a proximidade dos povos frente à Internet.
É através da interdisciplinaridade que alcançaremos um saber mais amplo e menos formatado.
A especialização como forma de educação é o que a Sociedade pede: insere o aluno num mundo ruborizado. Mas, a satisfação com profissionais formados por uma educação mecânica e temporária. O que buscamos é uma educação abrangente, portanto necessitamos de interdisciplinaridade, o saber fragmentado não irá suprir nosso jovem no futuro, é necessário formar indivíduos críticos, aptos a absorver o excesso de informação, além de manter uma educação permanente, uma auto-formação.
A escola foi criada para atender o desenvolvimento intelectual, mas a cada dia passa a atender os aspectos culturais, emocionais, sociais e morais do individuo. Como subsistema da sociedade, o sistema escolar reflete suas características, principalmente as nocivas, como a desigualdade. Assim, o professor acumula mais um papel: amenizar as injustiças sociais.
O ambiente da sala de aula é isolado do mundo, é necessário discutir as desigualdades sociais na escola para que possamos garantir os cidadãos do futuro com a consciência de seus papéis na história.
Ao longo das décadas, priorizamos o ensino conteúdista e desprezamos o ensino da cultura e da ética. Hoje, o aluno absorto em tecnologia tem que conhecer também a cultura de sua região. Assim, acabamos de enfrentar um debate: a educação brasileira foi discutida em âmbito nacional pela segunda vez ( o primeiro debate ocorreu em 1961) e, por meio da Lei n° 9394 (de 20 de Dezembro de 1996), forma traçadas as novas diretrizes e bases da educação brasileira. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais, estabelecidos através desta lei, no artigo 26, consta o currículo de base para o ensino infantil fundamental e médio.
Autora: Ana Maria Savio Luzia.